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O menino raptado

"O que faço, não compreendes agora, mas o compreenderás mais tarde" Jo 13.7 (Bíblia de Jerusalém)
Um imigrante europeu que havia se estabelecido à beira de uma floresta no Canadá, tinha um bom relacionamento com os índios das vizinhanças e de mui grado aceitava os seus serviços. Vivia ali com sua mulher e um filhinho que era a sua alegria. Porém, as terras que procurava explorar eram de pouca fertilidade.

Um dia, um dos índios chegou a sua casa e, mediante sinais, procurava levá-los à floresta. Eles se recusavam a segui-lo pois não compreendiam suas intenções. Pouco depois, o índio voltou e renovou sua tentativa, mas sem êxito. Então, ao ver o berço do menino, tomou-o e o levou sob o olhar aterrorizado de seus pais. Estes se puseram a perseguí-lo, suplicando-lhe que devolvesse seu tesouro. O índio acabou se detendo em uma ampla clareira da floresta onde crescia uma abundante pastagem. Ao lhes devolver o menino, deu a entender que podiam se mudar para aquelas terras, muito mais férteis que o lugar onde estavam instalados. E assim o fizeram, ajudados por seu amigo, e para grande prosperidade.

Queridos pais que choram por um filho amado: Acaso Deus não agiu com vocês como o índio da história? Ele quer que vocês O sigam, talvez chorando e sem compreender, mas Ele quer atrai-los a Si próprio para fazer com que apreciem o Seu amor. Sim, Ele quer lhes dar uma porção melhor do que todos os bens deste mundo, uma felicidade eterna na casa paterna, na qual vocês voltarão a encontrar aqueles que os precederam na viagem até lá. [autor desconhecido]

"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei" Mt 11.28

Servir ao Senhor ajudando outros

Teremos notado alguma vez o importante trabalho de um irmão chamado Onesíforo? Podemos aprender dele uma lição muito proveitosa, em especial nestes dias em que há muitos filhos de Deus isolados, sendo-lhes muito difícil, senão impossível, reunirem-se com outros crentes para comunhão com o povo do Senhor.

Paulo, escrevendo a respeito de tal servo, disse: "Onesíforo... muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias, antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou" (2 Tm 1.16-18). Resumindo, temos esta referência dos bons e oportunos serviços desse irmão em favor do apóstolo e algo muito sugestivo para os que tiverem o coração repleto de Cristo.

"Quanto me ajudou." Vemos que este estimado homem de Deus, qual brisa matinal, fresca e suave, confortou o coração do grande apóstolo. Se alguma vez Paulo pôde sentir-se contristado e abatido, ali estava esse irmão para o confortar, com amor, enquanto reanimava o espírito do apóstolo, solidarizando-se com ele nas suas prisões.

Teremos nós consolado algum irmão que traga coração abatido? Teremos procurado reanimá-lo a fim de poder continuar no caminho? Se assim for, devemos continuar a fazê-lo sempre que possível.

Vejamos como Paulo trata com pormenores aquilo que Onesíforo lhe fez: "Com muito cuidado me procurou e me achou" (vers. 17). Irmãos, existem hoje inúmeros filhos de Deus espalhados por toda a parte, os quais podemos buscar e achar. É possível que eles necessitem ser procurados e achados. Tal serviço será considerado por Aquele que foi a encontro da mulher samaritana junto ao poço de Sicar. Ele conhece-os, e não deseja esquecê-los. Mais do que isto, Ele deseja ver-nos saindo à procura deles, fazendo-os recordar dos laços que nos unem uns aos outros e todos nós a Cristo, na Sua glória.

Onesíforo ajudou o apóstolo tanto em Roma como em Éfeso. De que maneira não sabemos. Mas o Senhor o sabia. E qualquer serviço realizado pelos Seus servos era precioso, como o próprio Senhor testifica disso na Sua Palavra, dizendo: "Quando o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizeste" (Mt 25.40). Queira Deus que estejamos sempre preparados, com corações desejosos de O servir, enquanto ajudamos aqueles que são Seus. [autor desconhecido]

A expectativa - H. Witherby

Amado, paremos um pouco para considerar quanto tempo ainda nos resta até que vejamos a face do Senhor! Sua face, Sua própria face, Aquele que é "o mais distinguido entre dez mil" (Ct 5.10 V. Atualizada), o "totalmente desejável" (Ct 5.16) - Jesus, nosso Senhor. Alguns de nós ainda são jovens; outros já estão velhos, mas mesmo que Ele não venha nos buscar no tempo de vida que nos resta aqui, Ele não tardará. Se for este o caso, ainda assim é certo que no máximo em pouquíssimos anos já estaremos vendo Jesus.

Não será de nenhum proveito, amado, apenas permanecer imóvel em seu quarto a meditar naquele encontro que está tão próximo. Pode ser o caso de você se encontrar deitado em seu leito, o corpo perecendo à medida em que se aproximam os seus últimos momentos. Então seriam momentos nos quais sua alma deveria tão somente estar se esforçando para vislumbrar a Sua Pessoa. Ele iria sorrir para você, enquanto seus amigos iriam poder notar a beleza do Senhor refletindo em seu semblante, e testemunhariam de seu sorriso de saudação correspondendo ao dEle, à medida em que seu espírito se apressasse para estar para "sempre com o Senhor" (1 Ts 4.17).

O que é esta vida? É um vapor que surge por um pouco de tempo, e então se desvanece (Tg 4.14). Sim, é certo, mas trata-se do tempo que você dispõe para conhecer o Senhor e passar a ansiar por vê-Lo. Volte, irmão, ao amor de Jesus. Sim, pois muitas de nossas primaveras já se passaram. Acaso não é igualmente certo que aquela antiga doçura de dedicada afeição que tínhamos para com Ele já se foi? Será que não O amamos mais como antes? Será que a medida de nosso amor para com Ele, assim como a qualidade deste amor, diminuiu? Ele conhece todas as coisas; deixemos que Ele responda e acatemos isso em silêncio.

Muito embora o frescor de outrora tenha se acabado, assim como o vigor de nossa infância já não se encontra em nosso rosto, estamos ganhando em anos, e cada ano que passa nos declara: - Estamos mais perto do lar, mais perto do Senhor Jesus! Aqueles que já viveram até à meia-idade, já viveram o suficiente para ter seus corações partidos. Parece ser esta uma das maiores razões de sermos deixados a viver por vários anos na escola da vida. Pudemos presenciar nossos pais morrendo, pudemos ver o espírito de nossos filhos subindo para o Lar, e pudemos sentir a presença do Senhor à beira do leito de morte, tanto de velhos como de jovens. Já vivemos o suficiente para que, por muitas vezes, nosso coração fosse sarado por Sua mão, à medida em que fomos sendo quebrantados pelas tristezas da vida. E, a cada ano que passa, o céu não somente fica mais perto, mas também mais precioso ao nosso coração; mais tesouros são depositados lá à medida em que os anos vão passando, e cada época de nossa vida nos ensina coisas acerca de Jesus que nunca teríamos imaginado se não fossem as tristezas.

Ele é tão real, como alguém que é o mais amado em nosso coração; tão perto quanto um amigo que se fez mais próximo do que um irmão. Portanto, paremos para avaliar qual o maior espaço de tempo que ainda possamos ter que ficar aqui até que vejamos Sua face. Sabemos qual é o menor espaço de tempo que ainda pode nos restar: "um momento, um piscar dos olhos"; sim, podemos subir para o lar antes mesmo do próximo "tic" do relógio, pois Ele virá e não tardará. Mas pensemos no maior espaço de tempo, quanto poderia ser? Fique um pouco a sós com o Senhor e considere o que será Sua saudação, e seu encontro com Ele, podendo olhar bem nos Seus olhos!

O que é a vida? É um momento privilegiado para glorificarmos o Senhor neste mundo. Somos deixados aqui para andarmos como Ele andou - para brilharmos como luzes no mundo, e isto por Ele - para sermos Sua carta, conhecida e lida por todos os homens. E quanto mais pensamos em vê-Lo, mais iremos desejar agradá-Lo. Seria demais dizer que muitos dos que pertencem ao Senhor possuem uma barreira entre suas afeições e o coração do Senhor? Existe um obstáculo. Não estão brilhando. Tais pessoas têm paz por meio do sangue de Cristo, mas Sua paz não está preenchendo seus corações. Não há proveito algum em esconder a verdade - muitos do povo de Deus não estão, neste exato momento, em comunhão pessoal com Cristo. Falta expressão às suas feições espirituais. Possuem características próprias do cristianismo, mas o olho espiritual carece de brilho; Jesus não Se encontra próximo àquelas almas; Cristo não está habitando naqueles corações pela fé. Para essas pessoas não está sendo o céu na terra e tampouco há um anseio por Cristo. Inteligência espiritual não é o mesmo que afeição espiritual, e sem o amor que move esta afeição, a lâmpada fica obscurecida.

Volto a dizer, fique a sós com o Senhor; medite naquele momento que se seguirá à nossa vida neste mundo, quando iremos ver Sua face. Que bálsamo é isto para a presente aflição espiritual! Alguns sugerem uma determinada cura para a condição da alma, outros sugerem outra, mas todas falham a não ser esta: Jesus, e somente Ele. Damos graças a Deus pelas doutrinas, e agradecemos mais ainda por ser cada doutrina uma porta que se abre para a presença do Senhor. Estaremos nós do lado de fora destas portas? Muitos de nós estão! Sabem muito bem como são tais portas. Existe a porta de madeira de acácia, a de prata, a de ouro - o conhecimento de Sua humanidade sem mácula, Seu sangue redentor e a glória do Pai por meio dEle. Experimente abrir a porta de Sua humanidade, e contemple-O! Diante de você está o Homem perfeito. Abra a porta de prata da redenção e veja Suas feridas, outrora se esvaindo em sangue. Abra a porta de ouro e olhe para Ele, no lugar onde Ele mesmo Se encontra em glória nas alturas. Nossos corações precisam tão somente de Jesus; busquemos mais Sua bendita companhia. Sua presença irá derramar santo esplendor sobre nosso ser. Um pouco mais e caminharemos junto a Ele em alvas vestes. Hoje mesmo nossas palavras estariam expressando a única língua do céu, se apenas nos deixássemos estar em Sua presença.

Que mudança ocorreria em nós se nosso coração estivesse conformado a Cristo. As contendas de palavras cessariam, o orgulho se desvaneceria, o pecado seria confessado, e os homens reconheceriam que havíamos "estado com Jesus" (At 4.13). [H. Witherby - Christian Treasury Jan/1987]

Resumo profetico - C.E. Lunden

 Relação dos principais acontecimentos proféticos envolvendo a Igreja e Israel: a ressurreição dos salvos, o arrebatamento, a volta dos judeus à sua terra, o Império Romano revivido, a grande tribulação, o anticristo, a besta, a derrocada da cristandade professa, o reino milenial, Armagedom, a vinda de Cristo, o juízo final etc.
  1. A volta de Judá e Benjamim à sua terra natal nos coloca em tempos proféticos. (Is 17,18). Sua volta é sem que creiam na Palavra de Deus e isso os levará a um desesperador infortúnio. (Is 17.9-11). 
  2. Esperamos para qualquer momento a vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar os crentes para os céus, para estarmos Consigo. (1 Ts 4.15-18). Esse evento será a primeira parte da primeira ressurreição dos santos, incluindo tanto aqueles que estão vivos como aqueles que morreram na fé desde os dias do Éden. (1 Co 15).
  3. O Espírito de Deus faria antes com que os nossos corações se fixassem no Assunto principal: o Filho do homem, Cristo; Aquele que irá reger todas as nações no Seu tempo determinado, com o qual estarão os santos arrebatados. Ele será o Centro de toda a glória e isto será notório a todos. (Ap 12.5).
  4. O Senhor Jesus, o Filho do homem, se assentará nos céus, em Seu trono de juízo, em conformidade com Seus atributos de Criador e Redentor. (Ap 4.11; 5.7-10).
  5. O início da angústia, tribulação e dor de Jacó (Judá), por ocasião do arrebatamento da Igreja, incluirá muitos eventos tais como invasões, terremotos, guerras civis, fome, pestes e morte. O dinheiro não terá nenhum valor e será desprezado. A agricultura em moldes primitivos substituirá os métodos modernos. (Is 7.21-25).
  6. O príncipe do povo Romano (ou líder dos povos ocidentais) fará uma aliança por sete anos para proteção de Judá, porém a romperá na metade dos sete anos, deixando-os indefesos contra o ataque do inimigo. (Dn 9.27).
  7. Uma guerra nos céus entre os anjos fará com que Satanás seja lançado fora dos céus em direção à terra, trazendo grande tribulação. A "hora da tentação" na Europa ocidental e a grande tribulação para Judá irão ocorrer de forma generalizada e simultaneamente. (Ap 3.10). Sabendo que o seu tempo se abrevia, Satanás introduzirá falsos profetas com seus sinais e maravilhas para enganar, se possível fora, os próprios eleitos. (Ap 12.7-9; Mt 24.24).
  8. Durante esse período haverá indizível sofrimento sob uma compulsória idolatria, com a apostasia debilitando a civilidade e tornando a vida pública e privada intolerável; pais e filhos se denunciando mutuamente e despedaçando o lar. (Mc 13.12). O comércio será imensamente afetado, resultando em profunda instabilidade no mundo dos negócios. (Ap 8.9).
  9. O evangelho do reino será pregado a todas as nações sobre a terra. (Mt 24.14).
  10. Entre os Judeus, o amor para com Deus se esfriará, mas o verdadeiro remanescente que crer no evangelho do reino permanecerá. (Mt 24.13). Todas as doze tribos serão seladas antes que se dê início ao tempo de tribulação. (Ap 7.1-12).
  11. Os homens ricos que juntaram tesouros para si próprios experimentarão as conseqüências na grande tribulação, mas os santos oprimidos serão confortados pela esperança da vinda do Senhor em Seu reino. (Tg 5.1-6; Ap 9.4).
  12. A mulher, ou Catolicismo, se colocará em uma posição imperial, controlando o império Romano, uma comunidade de nações ocidentais, compelindo à idolatria as massas de súditos Romanos. (Ap 8.8,9). Desta maneira ela estará "assentada sobre uma besta". (Ap 17.3-7).
  13. Um Cordeiro será visto sobre o Monte Sião reunindo o remanescente de Judá para o reino vindouro. Os cento e quarenta e quatro mil, um número simbólico, serão preservados durante o juízo e nesse ínterim aprenderão os cânticos dos céus por meio dos santos celestiais. (Ap 14.1-5).
  14. O evangelho eterno será pregado, chamando os homens a se lembrarem de seu Criador, a temerem a Deus e darem glória a Ele, pois a hora do Seu juízo está para chegar. (Ap 14.6,7).
  15. O império Romano será encabeçado pela besta, o imperador. Dez poderes, chamados de dez chifres, receberão poder da besta por uma hora e, havendo se tornado reis, entregarão seu poder e forças à besta. Unidos, eles odiarão a prostituta e, tornando-a desolada e nua, comerão a sua carne e por fim a queimarão no fogo. Esses eventos mostram que essa mulher que estava montada na besta, controlando-a, tornar-se-á nojenta aos dez chifres que se empenharão em derrubá-la. (Ap 17.3-6, 16).
  16. Embora seja permitido que os propósitos enganadores de Satanás amadureçam, a mulher finalmente será julgada por Deus por intermédio dos propósitos dos dez reis. (Ap 19.2).
  17. (A história de Acabe e Jezabel ilustra de uma maneira figurada a conexão entre a besta e a mulher. 1 Rs 21).
  18. Após a ascensão da primeira besta, descrita acima, em seu caracter diabólico (a besta pessoal), uma segunda besta se levantará em Jerusalém, onde a apostasia gentílica e judaica estarão centralizadas, que será chamada de homem de pecado ou Anticristo. A adoração do Anticristo, imposta a todos, trará indizível angústia sobre as consciências dos Judeus, não em suas circunstâncias, porém em suas mentes e corações. Esse será o primeiro "ai". (Ap 9.1-12).
  19. O segundo "ai" cairá sobre a besta, na forma de um incontável exército de guerreiros montados em cavalos que cruzarão o Eufrates vindos do oriente para matar e espalhar falsas doutrinas - ateísmo, islamismo, etc. - pela Europa oriental. (Ap 9.12-21).
  20. Babilônia, a grande cidade, antes conectada com a mulher e com a Cristandade degenerada, cairá na mais baixa degradação e se tornará num covil de demônios, os agentes ativos do Anticristo, para enganar e apostatar completamente as nações. (Ap 18.2).
  21. (Os céus se encherão de alegria, como nunca antes, por ocasião das bodas do Cordeiro. Ap 19.7,8.) Os homens serão forçados pelo Anticristo a adorarem a besta. Como resultado eles receberão sua "marca" que trará servidão por toda a terra. (Ap 13.16-18).
  22. O império Romano (veja Dn 7), com uma fúria e crueldade inigualáveis, sujeitará toda a terra sob sua tirania. (Dn 7.7,8). Essa terrível e medonha besta, extremamente poderosa, devorará e esmigalhará a terra profética, além de pisar o restante (aqueles que se encontram fora da terra profética) com seus pés. (Dn 7.7).
  23. Naquele tempo se dirá: "Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?" (Ap 13.4).
  24. Enquanto isso, Deus irá empregar os Assírios como Sua vara de juízo para que passem através da terra de Judá e invadam o Egito, um antigo inimigo. Os aliados dos Assírios saquearão Jerusalém. (Dn 11.40-45).
  25. Em Jerusalém e cercanias metade das pessoas será tomada pelo juízo e a outra metade deixada para o reino. (Zc 14.1-3). Por toda a terra dois terços serão mortos e um terço poupado. (Zc 13.8,9).
  26. Os últimos mártires, fiéis ao Senhor e que não aceitaram a marca da besta, serão mortos, o que trará as sete últimas pragas. Então a segunda ou última parte da primeira ressurreição fechará a porta dos céus para sempre. (Ap 20.4; 15.1,2).
  27. Quando os céus estiverem completos, com todos os convidados presentes, a ceia das bodas do Cordeiro terá lugar. (Ap 19.9).
  28. A paz nos céus estará assegurada (Hb 12.22,23) antes que Cristo venha para estabelecer a justiça e trazer paz sobre a terra. (Lc 19.38).
  29. Os navios de Quitim (marinha ocidental) afligirão a Assíria e a Pérsia. (Nm 24.24).
  30. O reino da besta cairá em desordem e confusão quando Satanás for acorrentado, dando início ao dia do Senhor. (Ap 20.1,2).
  31. A besta e o Anticristo serão vencidos em Armagedom e lançados vivos no lago de fogo. (Ap 19.20).
  32. Em Armagedom as quatro monarquias de Daniel 7 cairão juntas. Aqueles reinos que mantiveram Israel cativo por muitos anos encontrarão seu fim na destruição do império Romano, e o remanescente fiel de Judá será libertado. (Dn 2.35,45; Jl 2.18,19).
  33. A destruição chegará até a Europa e suas colônias, e irão perecer pela espada, não deixando vivos nem mesmo aqueles que poderiam sepultar os mortos por todo o império Romano. (Jr 25.29-33).
  34. O Senhor porá os Seus pés sobre o Monte das Oliveiras. (Zc 14.4). O arrependimento das duas tribos por haverem se apartado de Jeová, e o fato de o Senhor estabelecer o Seu reino em Judá anunciarão um novo dia para Israel. (Zc 12.7).
  35. As dez tribos perdidas retornarão, chorando, à sua terra nativa de Israel. (Jr 50.4).
  36. O assédio das tribos pagãs contra Israel continuará por quarenta e cinco dias, durante os quais Israel aprenderá a confiar totalmente no Senhor como Aquele que os guardará do mal. (Zc 12.2; Is 27.2,3).
  37. Gogue (Rússia, a grande Assíria) e todas as suas hostes marcharão em direção a Josafá (o vale do juízo) onde no lagar do dia do Deus Todo-Poderoso serão esmagados. É ali, sobre as montanhas de Israel, que os exércitos de Gogue serão exterminados e sepultados. Gogue será lançado no lago de fogo. (Ap 16.14; Ez 38; Is 30.31-33).
  38. Esta será a humilhação de todas as nações, e todo olho verá Jeová quando Ele vem dos céus com todos os Seus santos para por fim à disputa de Sião. (Is 34.8; Ez 38).
  39. O lagar significa juízo que se estende por cerca de trezentos e vinte quilômetros de Megido até Edom, o último campo de batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso. (Ap 14.19,20).
  40. O Senhor separará as ovelhas dos bodes. As ovelhas são aqueles de todas as nações que cuidaram dos servos do Senhor. (Mt 25.33).
  41. Após o completo livramento, Israel, família por família, chorará por seus pecados e desobediência como nação. Esse será um arrependimento nacional. (Ez 20.43; Zc 12.12-14).
  42. O Filho do homem Se assentará no Seu trono de glória por sobre a terra para reinar em justiça em Sião que tanto amou (Jr 23.5). "Mas o juízo voltará a ser justiça, e hão de segui-lo todos os retos de coração". Sl 94.15. (Veja também Sl 99).
  43. O dia milenial trará uma nova ordem na divisão das tribos de Israel quando se assentarem em sua própria terra. (Ez 40-48).
  44. Os sacrifícios serão restabelecidos, não para salvação, mas para levar os olhos a contemplarem a poderosa redenção já consumada, que salvou Israel do eterno "ai". (Ez 40-48).
  45. No final Satanás será solto e guiará homens ao ataque contra a amada cidade de Jerusalém. Fogo vindo dos céus destruirá os rebeldes que haviam participado da bênção milenial. (Ap 20.7-10).
  46. Satanás encontrará o seu destino no lago de fogo. (Ap 20.10).
  47. O grande trono branco, o último tribunal, encerrará os desígnios de Deus sobre a terra. Todos os que permaneceram em suas sepulturas, rejeitadores do testemunho de Deus quanto ao sacrifício, dentre todas as eras, serão ressuscitados para serem julgados e serem lançados no lago de fogo. (Ap 20.11.15).
  48. Aqueles que foram poupados, ainda vivendo sobre a terra por ocasião do juízo de fogo sobre os rebeldes, serão colocados em uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra serão queimados com grande estrondo. (2 Pd 3.10 Trad.JND; Ap 21.1). [C.E. Lunden - Christian Treasury Fev. 1990]

Dispensacoes - C. Buchanan

Uma das coisas mais interessantes e úteis para qualquer cristão é ver ou traçar um resumo da profecia. Deus é um Deus de ordem. Isto é surpreendentemente demonstrado em Seu universo. Tudo está colocado, é sustentado, e se move de acordo com Deus.

O plano de Deus no tempo e por toda a eternidade não podia ser diferente. Há uma ordem perfeita determinada em Seus propósitos para que Seu Filho - o Filho do homem - seja exaltado nos céus e na terra com as Suas criaturas ao Seu redor para Sua glória e louvor.

É aqui que entram as dispensações. A última dispensação é chamada dispensação da plenitude dos tempos. Será o reino de 1.000 anos que nos é revelado em Apocalipse 20. Isto nos dá uma idéia dos períodos de tempo no artigo de J.T. Armet que você acabou de ler. Um dia é como mil anos para o Senhor (2 Pd 3.8).

Os tempos ou dispensações são os vários testes com os quais Deus provou o primeiro homem. Cada teste que se sucedia era mais favorável ao homem, mas em cada um deles o homem mostrava ser um completo fracasso. Procurou-se fazer da consciência um modo de ajudá-lo, e de fato nos ajuda de uma certa forma em nosso comportamento. A consciência permaneceu e à ela foi adicionado o governo, o qual continua conosco e se faz necessário.

Uma nação escolhida - Israel - foi testada por um determinado período (dispensação) sob a lei. Começou e terminou como um teste (Rm 10.4). Desde que Cristo completou a obra redentora, Deus está reunindo um povo para os céus por meio da pregação do evangelho.

Muitos profetas previram eventos no Antigo Testamento. Enquanto o povo celestial está sendo agora reunido, o tempo não está sendo considerado profeticamente. Quando Cristo vier e levar Seus santos celestiais para fora deste mundo, a profecia reassumirá o seu curso.

O Resumo Profético coloca diante de nós, em ordem, muito daquilo que Deus revelou concernente ao futuro. Consideremos bem o que Deus nos desvendou em Sua Palavra acerca de dispensações e profecia. Isto confirma a fé em certeza e solidez, além de nos firmar em Cristo, o qual é o fundamento de todos os propósitos e desígnios de Deus.

A verdade dispensacional - J. T. Armet

A Verdade Dispensacional é aquela que tem a ver com as diferentes dispensações. O período cíclico de tempo é tido como 7.000 anos: 4.000 anos antes de Cristo e 3.000 anos depois de Cristo. Antes disso havia a eternidade; depois disso haverá mais uma vez o estado eterno.

Deus sempre existiu. Talvez não possamos entender isto, mas cremos pois a Palavra de Deus nos diz. Jeová significa O Eterno. Ele é infinito. Ele não precisa nos explicar todas as coisas. Se entendêssemos tudo seríamos iguais a Ele. Mas somos finitos; Deus é infinito. O que é maravilhoso em tudo isso é que Deus se compraz em ter junto de Si um grupo de redimidos por toda a eternidade. Mas é necessário que sejam redimidos (Jo 3.16). Deus terá um povo celestial e terá também um povo terrenal; por isso é necessário compreendermos as dispensações.

As 2 naturezas no crente - Parte VII - Gordon H. Hayhoe

Como podemos ser libertados da atividade daquela natureza caída que permanece em nós? Isto nos é explicado em Romanos 8.2: "Porque a lei do espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte". Se eu soltasse um livro que estivesse segurando, a força da gravidade o faria cair, pois ele estaria sujeito à lei da gravitação. Como poderia eu livrá-lo desta lei sem mudar a lei, ou o peso do livro? Se eu amarrasse ao livro um balão de gás hélio, ele subiria. Não teria mudado a lei da gravitação e nem o peso do livro, mas eu o teria colocado sob uma nova lei. O gás hélio é mais leve do que o ar. Desta forma o livro estaria livre da lei da gravitação.

Apliquemos isto à nossa vida. Quando alguns pensamentos ruins se introduzem em sua mente, como você fará para livrar-se deles? Você não pode mudar sua natureza caída. Ela sempre age da mesma maneira. Não há nada de bom nela. Mas se você deixar que o Espírito de Deus, por meio do novo homem, o mantenha ocupado com Cristo, você estará livre. O Espírito de Deus trabalhando no novo homem irá encher o seu coração com Cristo. Ele o levará a ver o que Cristo fez por você, o que Ele está fazendo agora mesmo como seu Advogado e Sumo Sacerdote, e o que fará por você quando o tornar eternamente feliz na casa do Pai. Portanto, quando os maus pensamentos vêm à sua mente, lembre-se de que você não pode mudar a natureza caída, mas pode deixar que o Espírito de Deus trabalhe no novo homem. Pense no que você possui em Cristo. Se regozije no fato que Deus o vê em Cristo. Esta é a única maneira de se livrar da atividade do velho homem dentro de você. De nada adianta tentar expulsar aqueles maus pensamentos pois eles logo estarão de volta. É como lutar com o limpador de chaminés. Deixe-os de lado dando graças pelo livramento de Deus e regozije-se no Senhor.

Quão maravilhoso é saber que Deus não apenas perdoou nossos pecados mas condenou aquela natureza caída. Ela foi crucificada com Seu Filho. Ele nos enxerga em uma nova posição diante de Si; uma posição de "nenhuma condenação" (Rm 8.1), mortos e ressuscitados com Cristo. Regozijemo-nos! Demos graças! Ele nos deu uma nova vida, a própria vida de Cristo que será nossa para sempre no céu. Quando você nasceu de novo você recebeu esta nova vida. Você nasceu do alto e o novo homem é criado em justiça e verdadeira santidade. Deus deseja que você, como cristão, viva uma vida de santa liberdade e gozo na posição na qual Ele o colocou.

Não estamos nos referindo aqui ao que o crente deve fazer caso deixe a natureza pecaminosa agir, mas apenas àquilo que Deus fez com respeito à velha natureza. Mas talvez seja de auxílio acrescentar alguns comentários a respeito disso. Se permitirmos o pecado em nossa vida, Deus providenciou um Advogado, Jesus Cristo o Justo (1 Jo 2.1) e devemos confessar nosso pecado, reconhecendo que deixamos o velho homem agir. Isto não é com o objetivo de restaurarmos nossa posição diante de Deus, pois ela é sempre em Cristo, mas para sermos restaurados à comunhão com Deus em nossas almas. Que completa provisão para todas nossas necessidades nós podemos encontrar em Cristo!

Quão importante é que leiamos a Palavra de Deus e que oremos, pois se negligenciamos isto o inimigo conhece nossos pontos fracos e virá trabalhar naquele velho homem, levando-nos a pecar. Isto irá roubar nosso gozo no Senhor, e se não confessarmos os pequenos pecados, eles em breve se tornarão grandes pecados pelos quais poderemos vir a ser colocados sob a mão de Deus em disciplina, ou talvez possam até mesmo nos colocar sob a disciplina da assembléia ou igreja de Deus. Não nos é dito que devamos confessar maus pensamentos, pois o simples fato de os deixarmos de lado já é a forma de julgá-los, mas se permitimos a sua ação em nossa vida então devemos confessar nossos pecados para sermos restaurados (1 Jo 1.9).

Um verdadeiro crente nunca pode se perder, mas pode, como Davi na antigüidade, perder o gozo da salvação de Deus e desonrar o Senhor. A oração do Salmista é boa para todos nós. "Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos. Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim: então serei sincero, e ficarei limpo de grande transgressão. Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor. Rocha minha e Libertador meu!" Sl 19.12-14.

As 2 naturezas no crente - Parte VI - Gordon H. Hayhoe

Permita-me usar de uma ilustração para ajudar a esclarecer este ponto. Suponhamos que eu planeje construir uma garagem para meu automóvel e tenha uma pilha de tábuas que há muito venho guardando para esta finalidade. Decido contratar um carpinteiro para construí-la para mim e peço que ele utilize estas tábuas para a construção. Ele examina a pilha de tábuas e depois de alguns minutos volta dizendo: - Examinei sua pilha de tábuas e tenho más notícias para você. Suas tábuas estão podres. Não há nenhuma boa em toda a pilha! O que foi que ele fez? Acaso ele tentou melhorá-las?. Não! Ele as condenou. Preste atenção no versículo 3 de Romanos 8 e verá que foi isto o que Deus fez com nossa velha natureza - o velho homem. "Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne." Meu carpinteiro condenou minha pilha de tábuas, mas então ele me diz: - Tenho uma boa notícia para você; trouxe a quantidade de madeira nova e boa que você irá precisar para construir sua garagem, e isto não lhe custará absolutamente nada. É um presente. Eu, que havia ficado tão triste quando ele me disse que minha velha pilha de tábuas estava podre, pois dependia dela, vejo agora minha miséria ser transformada em gratidão, e exclamo: - Muito obrigado! Veja a força dos versículos em Romanos 7: "Miserável homem que eu sou!" e em seguida, "Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor" (v. 24,25). Deixei de olhar para mim e olhei para Cristo e, me regozijando naquilo que Ele fez, encontro-me cheio de gratidão.

Temos aquela pilha de madeira podre dentro de nós - a velha natureza - e alguns cristãos tornam-se miseráveis ao se ocuparem com ela e com o desejo constante que ela tem de tomar o controle de seus corpos. Deixemos de olhar para nós mesmos e passemos a dar graças a Deus por nos enxergar em Cristo. "Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus." (Rm 8.1). Você está se condenando por ter uma natureza caída? Deus diz que nos vê em Cristo Jesus e "santos e irrepreensíveis diante dele em amor" (Ef 1.4). É realmente triste descobrir quão má é a velha natureza, mas isto deveria apenas levar-nos a ficar mais agradecidos pela libertação, conhecendo nossa nova posição diante de Deus em razão daquela bendita obra realizada em nosso favor no Calvário.

Deixe-me continuar um pouco mais com a ilustração acerca do carpinteiro. Depois que ele se foi, começo a pensar naquela velha pilha de tábuas. "Será que estarão todas podres mesmo? Talvez exista alguma tábua boa no meio..." e então me ponho a mexer na pilha para ver se existem algumas tábuas que não estejam podres, pois há muito que contava com elas. Naquele momento o carpinteiro chega e pergunta-me o que estou fazendo. Eu explico o quão mal me senti quando ele me disse que toda a pilha de tábuas estava podre. Achei então que poderia encontrar algumas peças em bom estado em seu meio. - Ah! - exclama ele - Você está se aborrecendo sem necessidade. Por que não agradecer simplesmente pela nova pilha de tábuas ao invés de ficar procurando alguma tábua boa entre as velhas? Querido leitor, você tem estado a procurar por algo de bom na velha natureza? Deus já desistiu disso há muito tempo e se você desistir agora será uma pessoa feliz. O carpinteiro pega então um encerado e cobre a velha pilha de tábuas. É evidente que ela não irá melhorar estando sob o encerado, mas ele me diz para eu viver como se ela não estivesse ali. É isto que significa nos considerarmos "mortos para o pecado" (Rm 6.11). Podemos dizer que a velha natureza - o velho homem - não sou mais "eu, mas o pecado que habita em mim". Nossa posição diante de Deus é em Cristo. [continua]

As 2 naturezas no crente - Parte V - Gordon H. Hayhoe

Existem três coisas importantes que nos são apresentadas aqui. Primeiro devemos aprender esta grande e importante lição "que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Acaso você já teve algum mau pensamento brotando em sua mente e o repudiou imediatamente dizendo - Nunca pensei que um cristão pudesse pensar desta maneira - ? Se você creu verdadeiramente neste versículo não ficaria surpreso em ver que sua velha natureza (o velho homem) não mudou desde que você foi salvo. Temos que aprender isto. Precisamos entender o que significa. O inimigo de nossas almas, que trabalha naquele velho homem, tenta nos transtornar trazendo-nos maus pensamentos que são correspondidos pela velha natureza. Alguém disse certa vez que seu velho relógio nunca o desapontou porque nunca confiava nele. Você confia em sua velha natureza agora só porque está salvo? Você pensa que pode se colocar nos caminhos das tentações e permanecer confiante? A Bíblia diz: "O que confia no seu próprio coração é insensato" (Pv 28.26). A velha natureza não melhora - nunca! Lembre-se do que é dito, "que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum". Quem disse isto? O amado apóstolo Paulo, um dos homens mais piedosos que já viveu, pois seu velho homem não era nem um pouco melhor do que o de qualquer outro crente.

Preste agora atenção a uma segunda coisa em Romanos 7.20: "Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim". Ele aprendeu que não há nada de bom na carne (no velho homem), mas existe aqui algo de maravilhoso para nos apossarmos. Ele não se refere mais ao velho homem como "eu". Deixe-me dar uma ilustração disto. Suponhamos que exista uma pessoa que acaba de ser salva, tendo deixado muitos de seus velhos pecados pois passou a viver para agradar a Deus. Um dia alguém lhe pede para fazer algo que ele fazia nos seus dias de incredulidade, mas que agora ele sabe ser errado. Ele responde: - Não; eu não quero mais fazer aquilo pois sou um cristão. Porém, após ele haver se recusado, algo acontece. Satanás sussurra em seu ouvido: - Você não disse a verdade; você queria fazer aquilo, e disse ao seu amigo que não queria... Terá ele falado uma mentira? Não! Ele apenas deixou que o inquilino genuíno - o novo homem - atendesse à porta! Acaso a nova vida nele desejava fazer aquilo? Não! O que havia nele que desejava tal coisa? Bem, ele poderia dizer, - Não sou mais eu, mas o pecado que habita em mim. Continuamos a ter aquela velha natureza, mas deveríamos deixar o novo homem atender à porta. Sim, ele disse a verdade, pois o velho homem não é mais "eu", agora é o novo homem o verdadeiro "eu", a vida de Jesus que há em cada crente; a vida que sempre agrada a Deus e não pode pecar. Deixe que sempre o novo homem tome as decisões e elas serão decisões acertadas, pois embora o velho homem esteja em nós, e nunca melhore, ele não é mais o "eu" em sua vida. Que bendito livramento!

Chegamos agora à terceira coisa nos versículos 22-25 de Romanos 7. "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Dou graças a Deus por Jesus Cristo nosso Senhor." Mesmo sabendo daquelas duas coisas que acabamos de considerar, ele mostra que o conflito continua; ele diz que desejo agradar ao Senhor mas este conflito me faz muito infeliz. A natureza caída continua tentando me arrastar para as coisas que são erradas. Mas após dizer "Miserável homem que eu sou!", ele pergunta, "QUEM me livrará do corpo desta morte?" Ele olha para fora de si, para o Senhor Jesus Cristo, em busca de libertação e então tem a pronta resposta. Começa então a dar graças. Isto é de grande importância. Você já tentou expulsar maus pensamentos e acabou por vê-los de volta piores do que nunca? Alguém disse certa vez que se você tentar lutar com um limpador de chaminés, ficará tão sujo quanto ele!

O que Deus está nos dizendo aqui? Que podemos nos desviar daqueles maus pensamentos que vêm por intermédio do velho homem e deixar que o Espírito de Deus, por meio do novo homem, nos ocupe com Cristo. Podemos agradecer a Deus por termos sido introduzidos, pela obra do Senhor Jesus, em uma nova posição perante Ele, onde podemos nos considerar já mortos para o pecado, e onde o novo homem encontra o seu gozo e livramento ao desviar o nosso olhar de nós mesmos para Cristo. [continua]

As 2 naturezas no crente - Parte IV - Gordon H. Hayhoe

Em Romanos 6 nos é mostrado o que Deus fez com nossa velha natureza, chamada algumas vezes de carne, velho homem e pecado ou pecado na carne. No versículo 6 somos informados que "nosso velho homem foi com ele crucificado... para que não sirvamos mais ao pecado". O pecado é a raiz, e os pecados são os frutos, assim como uma macieira e as frutas que ela produz. A natureza da macieira é produzir maçãs. Você pode colher todas as suas maçãs, mas no próximo ano ela produzirá maçãs novamente. O Senhor Jesus levou "ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1 Pd 2.24). Mas era necessário que Ele fizesse algo a respeito daquele velho homem que me fazia pecar. Aqui encontramos o que Ele fez, ou seja, "nosso velho homem foi com ele crucificado" e assim vemos que encontrou o seu fim diante dEle em Sua morte. O batismo é uma figura disto, conforme é dito: "sepultados com Ele pelo batismo na morte" (Rm 6.4). O velho homem está condenado (Rm 8.3), crucificado (Rm 6.6) e sepultado (Rm 6.4). Na cruz do Calvário o Senhor Jesus não somente levou meus pecados, mas Sua morte foi o fim de minha posição diante dEle como um filho de Adão. Deus não vê mais o crente como um filho do caído Adão, pois morremos para aquela posição e entramos em uma nova posição diante dEle pela ressurreição do Senhor Jesus (Rm 6.9-11).

Talvez pudéssemos ilustrar esta nova posição com uma mudança de cidadania. Por ser um cidadão deste país, se você quiser cruzar a fronteira e passar para outro país, terá que declarar sua cidadania, ou seja, seu país de origem. Mas se antes disso você mudar sua cidadania, sendo aceito e naturalizado como um cidadão do outro país para o qual pretende viajar, sua passagem pela fronteira terá um caráter completamente diferente. Aos olhos do oficial da fronteira você estará em uma posição totalmente nova. Para ele você não existirá mais na sua antiga posição de cidadão deste país, pois se encontra e permanece agora em uma nova posição. Assim também Deus o vê agora em uma posição diferente desde o momento em que você nasceu de novo e entrou para a família de Deus. Ainda que você carregue o velho homem dentro de si, estando agora com "dois inquilinos" em seu corpo, Deus o vê apenas em sua nova posição, aquela que você ocupa perante Ele. Ele o vê como uma pessoa que morreu para sua velha posição e é agora "nova criatura" em Cristo (2 Co 5.17).

Deus nos apresenta o lado prático disto nos versículos que se seguem. Temos que nos considerar mortos para o pecado, mas vivos para Deus (Rm 6.11). Antes de sermos salvos, nossas mãos faziam aquilo que nossa velha natureza desejava fazer, e nossos olhos contemplavam todas as coisas que nossa natureza caída, o velho homem, queria ver, pois nossos corpos estavam sob o controle daquele velho homem. Agora Deus dá ao crente uma nova vida, o novo homem que deseja agradá-Lo, e Ele nos diz: "Considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus" (Rm 6.11). Agora, quando a tentação nos assedia, podemos dizer: - Não! Estamos mortos para aquelas coisas que a velha natureza deseja praticar. Podemos ceder nossos membros para executarem aquilo que o novo homem deseja fazer, coisas que são agradáveis ao Senhor. Permita-me dizer aqui que se você não tem nenhum desejo de agradar ao Senhor você ainda não é um crente, pois se você é nascido de novo então possui em si mesmo a própria vida de Cristo.

"Ah!" - você exclama - "Mas às vezes sinto o desejo de fazer aquilo que é errado!" Isto não significa que sua nova vida deseje fazer o que é errado; o que ocorre é que você está permitindo que o velho homem (o velho inquilino) permaneça em atividade. Deus diz: "Considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor" (Rm 6.11). O velho homem não detém mais o direito sobre o corpo. Deus afirma que estamos mortos para o pecado, e por isso lemos em 2 Co 4.10: "Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos". Muitos cristãos têm dúvidas acerca de sua salvação por não terem sido "ensinados, como está a verdade em Jesus" (Ef 4.21). Ficam surpresos quando percebem que, após terem sido salvos, continuam a desejar aquilo que é errado. E então Satanás lhes diz: - Talvez você não esteja salvo pois alguns de seus antigos desejos permanecem em você... Mas acaso o Senhor não disse, em João 3.6, que "o que é nascido da carne é carne"? O próprio apóstolo Paulo teve que reconhecer que "em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Mesmo após ter estado salvo por tantos anos ele continuava a possuir aquela natureza caída dentro de si.

No capítulo 7 de Romanos a questão deste conflito é tratada de uma maneira prática. A pessoa que é apresentada naquele capítulo está buscando conseguir libertação debaixo da lei. Já se encontra nascido de novo, possuindo assim uma nova vida, mas não está desfrutando de sua nova posição. O Espírito de Deus traz o assunto à tona para nos revelar o caminho de libertação da lei e do velho homem. Por todo o capítulo, até o versículo 18, essa pessoa está chamando o velho homem de "eu" e em outra parte chama o novo homem de "eu". É por isso que se encontra em tal conflito, pois está pensando que os "dois inquilinos" têm os mesmos direitos; mas eles não têm! O velho homem deve ser considerado morto. O novo homem é o único inquilino genuíno, com o direito de dizer o que deve ser feito no corpo, e este novo homem é a vida de Cristo. [continua]

As 2 naturezas no crente - Parte III - Gordon H. Hayhoe

Nicodemos deveria saber, como mestre em Israel, que toda a história de sua nação provou que, apesar de tudo o que Deus havia feito para eles como nação, seus corações endurecidos permaneceram inalterados. No futuro, quando Deus finalmente introduzi-los na bênção, Ele irá tirar "da sua carne o coração de pedra" e dar a eles "um coração de carne" (Ez 11.19). Então nascerá a nação "de uma só vez" (Is 66.8). Quando Nicodemos perguntou "Como pode ser isso?" (Jo 3.9), o Senhor lhe mostrou duas coisas importantes. Primeiro Ele falou da glória da Sua Pessoa pois, ao mesmo tempo em que falava com Nicodemos, Ele estava também no céu, conforme diz: "Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu" (Jo 3.13). Ele é Deus tanto quanto Homem, e o valor da Sua obra está na glória da Sua Pessoa. É por Ele ser Deus que pode ser nosso Salvador (Is 43.10,11). Em seguida Ele falou da Sua obra na cruz como o Filho do Homem sendo levantado ali para os pecadores. Fora dessas duas coisas não há bênção para o homem caído, e foi por essa razão que o Senhor proferiu em seguida aquelas benditas e maravilhosas palavras: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16).

Vemos então como o Senhor estava apresentando a Nicodemos a necessidade de ser nascido de novo, a necessidade de receber uma nova vida, e também mostrando a ele que a velha natureza não pode ser aperfeiçoada. Aquela velha natureza é chamada de "velho homem". Em Efésios 4.21-24 vemos que "se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". Também em Colossenses 3.3,4 encontramos: "Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória". E ainda em 1 João 3.9, "Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus". No capítulo 3 de João vimos a necessidade do novo nascimento, e aqui nestas passagens vemos o que Deus diz a respeito do velho homem e do novo homem.

Qual é a conseqüência de alguém ser nascido de Deus? Bem, após você haver colocado sua confiança no Senhor Jesus Cristo, seu corpo torna-se como uma casa com dois inquilinos. Antes disso você tinha só uma natureza, a natureza caída com a qual nascemos neste mundo. Mas o Senhor Jesus disse que a menos que venhamos a nascer de novo não poderemos entrar no reino de Deus. Portanto, quando depositamos nossa confiança nEle, Ele nos dá uma nova vida, e essa vida, conforme podemos aprender daqueles versículos que acabamos de citar, é criada "em verdadeira justiça e santidade." Trata-se da vida de Cristo e essa não pode pecar. Quão maravilhoso é isto! Não significa que o velho homem foi aperfeiçoado, pois ele ainda "se corrompe pelas concupiscências do engano", conforme acabamos de ler. O velho homem sempre age do mesmo modo pois "o que é nascido da carne é carne" (Jo 3.6), e mais uma vez o Senhor volta a dizer: "O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita" (Jo 6.63). Podemos ver que se o velho homem (o velho inquilino) detém o domínio em nosso corpo, então pecamos. O fato de Deus prover sempre o suficiente para sermos restaurados não é desculpa para pecarmos. Deus cuida de nós em todos os aspectos, tanto no que diz respeito aos nossos pecados quanto naquilo que se refere à natureza que os produz, e Seu desejo é que conheçamos e desfrutemos de Sua graciosa provisão. [continua]

As 2 naturezas no crente - Parte II - Gordon H. Hayhoe

Nicodemos veio ao Senhor com a intenção de aprender alguma coisa. Sem dúvida alguma o Senhor Jesus era e é um mestre maravilhoso, mas o que o pecador precisa, antes de mais nada, é receber uma nova vida, e por isso o Senhor respondeu: "aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus". O homem havia sido ensinado sob a lei, pois "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12) e todos aqueles preceitos que foram dados ao homem no Antigo Testamento vieram de Deus. Mas não davam uma nova vida pois as Escrituras afirmam que "se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei" (Gl 3.21). Em outra passagem (Dt 5.29) lemos: "Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias". Isto significa que a lei exige do homem algo que ele não deseja e nem tem poder para dar. Ele precisa de uma nova vida.

Por que então Deus deu a lei? Bem, quando você conversa com várias pessoas acaba percebendo que elas não crêem naquilo que Deus diz a respeito do homem e por isso Ele teve que nos demonstrar isso. Deus diz que "enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e perverso: quem o conhecerá?" (Jr 17.9). O apóstolo Paulo afirmou: "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum" (Rm 7.18). Em nosso estado natural não existe nada para Deus. Nossos corações estão em inimizade contra Deus pois a própria Bíblia afirma que "a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser" (Rm 8.7).

O que provou a lei e por que foi escrita sobre tábuas de pedra? Deus sabia que o homem, por possuir um coração empedernido, não poderia viver em conformidade com os Seus mandamentos, ainda que pensasse poder fazê-lo. Se tenho um filhinho que pensa ser capaz de carregar uma pesada mala, como posso provar a ele que não é capaz? Deixo-o experimentar! Israel pensava poder cumprir os requisitos de Deus, pois assim disseram: "Tudo o que o Senhor tem falado, faremos" (Êx 19.8). Mas eles falharam miseravelmente assim como todos nós falhamos.

O Senhor mostra em João 3 que deve haver uma operação de Deus na alma. Houve uma obra de Deus por nós na cruz do Calvário, mas deve haver uma obra que aconteça dentro de nós pois o coração natural do homem nunca irá atender aos clamores de Deus. O Senhor está dizendo a Nicodemos que ele deve nascer de novo - nascer do alto. Ele deve receber uma nova vida, e Deus usa Sua preciosa Palavra, aplicada pelo Espírito de Deus, para fazer isso. Tudo fica muito claro em 1 Pedro 1.22,23, onde lemos: "Purificando as vossas almas na obediência à verdade ('por intermédio do Espírito' - cf. algumas versões)... sendo de novo gerados... pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre". Outrora éramos pecadores e possuíamos somente uma natureza arruinada e pecaminosa, mas quando Deus introduziu a Sua Palavra em nossa alma, pelo poder do Espírito de Deus, fomos gerados ou nascidos de novo, recebendo uma nova vida proveniente de Deus. É por esta razão que passamos a desejar coisas diferentes.

Porém não se trata de um aperfeiçoamento daquela natureza caída que possuímos. Deus não a melhora; Ele a condena conforme aprendemos em Romanos 8.3: "Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne". Ele perdoa nossos pecados, mas não a natureza que nos leva a pecar. Ela permanecerá conosco enquanto estivermos neste corpo. Mesmo naquele que foi salvo há cinqüenta anos a natureza caída não melhorou nem um pouquinho, e nunca irá melhorar. Esta é a razão pela qual os cristãos pecam: deixam a natureza caída agir. Com o auxílio do Senhor iremos, mais adiante, buscar nas Escrituras o caminho da libertação. [continua]

As 2 naturezas no crente - Parte I - Gordon H. Hayhoe

Este breve artigo foi escrito com o desejo de auxiliar as almas ansiosas, pois o Senhor quer que conheçamos e desfrutemos de nossa completa salvação. Romanos 8.23 nos mostra que devemos esperar pela redenção de nosso corpo que se dará por ocasião da vinda do Senhor, mas podemos nos regozijar no conhecimento, que agora temos, de que Deus removeu nossos pecados por meio do precioso sangue de Cristo, e também naquilo que Ele fez com respeito à natureza caída que trazemos em nós, também chamada de "velho homem".

Quanto mais desejamos agradar ao Senhor, maior fica nosso conflito interno, até que obedeçamos, assim como ocorreu com Israel na antigüidade, à ordem que foi dada: "Estai quietos e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará" (Êx 14.13). Toda bênção espiritual é um dom e não é recebida mediante nossos esforços. É o conhecimento do Seu amor e do que Ele fez por nós que nos constrange a viver para Ele. "O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus." (Rm 8.16).

Em João 3.7 o Senhor Jesus Cristo afirmou que "necessário vos é nascer de novo", e eu gostaria de tratar deste assunto tão importante, além daquilo que se refere às duas naturezas no crente e à razão pela qual o crente peca. Isto é revelado na Bíblia, e é uma grande bênção conhecermos que Deus não apenas perdoou nossos pecados mas também nos colocou em uma nova posição diante de Si. As Escrituras nos explicam o que Ele fez no que se refere à nossa velha natureza caída e pecaminosa, a qual todos recebemos em conseqüência de nosso nascimento natural, e como Ele nos deu uma nova natureza, com novos desejos, a fim de sermos capazes de andar diante dEle em santa liberdade.

Há muito que aprender acerca do novo nascimento no terceiro capítulo de João. Em nossos dias há muitas pessoas que se referem ao novo nascimento como uma espécie de mudança que ocorre na vida de alguém, a qual costuma ser também chamada de "experiência cristã" naqueles que experimentam uma mudança de vida. Mas quando a Bíblia nos fala do novo nascimento é porque Deus verdadeiramente dá uma nova vida àquele que crê no Senhor Jesus. Não se trata de um aprimoramento da velha vida, mas uma vida completamente nova. Era o nascer de novo (ou nascer do alto) que o Senhor estava apresentando a Nicodemos. Nascer de novo é obter uma nova vida proveniente de Deus, e veremos também que a vida que Deus dá é a vida de Cristo. Ele a dá a todo aquele que crê, e é evidente que a conseqüência disso será uma mudança, pois a nova vida deseja agradar a Deus. [continua]

Volte! - Mario Persona

"E Jesus lhes disse: Eu sou o Pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. Tudo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (Jo 6.35,37.)

Que convite de amor Cristo nos faz! O mundo nos faz muitos convites e promete uma paz fundamentada em coisas efêmeras que não duram uma vida. Mas o Senhor oferece algo que não passa: "Deixo-vos a paz, A MINHA PAZ vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." (Jo 14.27.) Conta-se que Abraham Lincoln, ao ser eleito presidente dos Estados Unidos, preparava-se para embarcar no trem que o levaria a Washington e, voltando-se para a multidão que o acompanhara à estação, disse:

- Certo rei ordenou a seus sábios que escrevessem uma frase que pudesse ser usada em qualquer ocasião. E a frase que eles escolheram é a mesma que posso usar nesta ocasião: "Isto também é passageiro".

Muitas vezes somos tentados a voltar ao mundo, vivendo à sua maneira e desfrutando de suas ilusórias "vantagens". Assim desejavam os israelitas durante a peregrinação no deserto, quando estavam enjoados do maná. Aquilo que no princípio tinha para eles o sabor de mel (Êx 16.31), acabou lhes parecendo ter o intragável sabor de azeite fresco (Nm 11.8). Eles se lamentavam, dizendo: "Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos. Mas agora a nossa alma se seca; cousa nenhuma há senão este maná diante dos nossos olhos." (Nm 11.4-6.) Quanto engano havia nesse lamento! No Egito eles não passavam de escravos, pois "os egípcios faziam servir os filhos de Israel com durezas; assim lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo". (Êx 1.13,14.)

O mesmo ocorre conosco; logo nos esquecemos de que éramos escravos de Satanás e queremos voltar ao nosso estado anterior, achando que "comíamos de graça". Que triste engano! O mundo tem tanto a oferecer para o cristão como o Egito tinha para o povo de Israel. Nada havia para eles no Egito além de dura escravidão. Mas, assim como o povo foi libertado da escravidão, nós também fomos libertados pelo sangue de Cristo, escapando do juízo que cairá sobre este mundo e sobre aqueles que rejeitarem o favor de Deus. Mas, como os israelitas, após termos sido salvos nos encontramos em um deserto, seco e árido, onde Deus nos sustenta com o "pão da vida" que desceu do Céu (Jesus) e com a água saída da Rocha ("e a pedra era Cristo" 1 Co 10.4).

Quão triste é para nosso Senhor, que sofreu tanto para nos salvar, ver os Seus redimidos desejosos de voltarem ao seu estado anterior! O quanto vale para nós todo o Seu sacrifício? Nossos olhos sempre se ocupam com aquilo que nos parece de maior valor; e que valor tem para nós o sangue de Cristo derramado em nosso favor? Pilatos, ao apresentar o Senhor à multidão, perguntou: "Que farei então de Jesus, chamado Cristo? Disseram-lhe todos: Seja crucificado." (Mt 27.22.)

E você, o que fará de Jesus, seu Salvador? Judas O vendeu por trinta moedas de prata, o valor de um escravo. (Êx 21.32.) Quanto vale o Senhor para você? Haverá alguma coisa neste mundo, ou mesmo o mundo todo, cujo valor exceda o dAquele que deu Sua vida por você? Se você se afastou dEle, saiba que Ele não se afastou de você. Como o "filho pródigo" de Lucas 15.11, você já deve ter percebido que este mundo só pode lhe oferecer comida de porcos. Mas o Pai está esperando por você de braços abertos, desejoso de lhe dar o melhor: "o pão da vida". Volte agora mesmo. Confesse a Ele o seu pecado e, ainda que deseje culpar outros por seu afastamento, é com o Pai que você interrompeu sua comunhão e é com Ele que deve se reconciliar em primeiro lugar.

"...tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor; e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas; e lhes dei mantimento." (Os 11.3,4).

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