Pesquisar este blog

As Três Manifestações de Cristo


Cristo Se Manifestou, Comparece e Aparecerá
"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora COMPARECER por nós perante a face de Deus; Nem também para a Si mesmo Se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; doutra maneira necessário Lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo: mas agora na consumação dos séculos uma vez Se MANIFESTOU para aniquilar o pecado pelo sacrifício de Si mesmo. E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-Se uma vez, para tirar os pecados de muitos, APARECERÁ segunda vez, sem pecado, aos que O esperam para a salvação." (Hebreus 9:24-28).

AUXILIO OU EMPECILHO? O que e' voce?

Dentre os muitos favores que nos são concedidos por nosso bondoso Senhor, sem dúvida um dos mais elevados é o privilegio de estarmos presentes na assembleia de Seu amado povo. Podemos assegurar com total confiança que todo aquele que verdadeiramente ama a Cristo se alegará por estar onde Ele prometeu estar, e isto independente do caráter da reunião -- seja para estar à mesa do Senhor para recordar Sua morte, seja para ocupar-se com a Palavra de Deus e conhecer a Sua vontade, ou acercar-se do trono da graça para contar a Ele de nossas necessidades e obter provisão de Seu tesouro inesgotável. Todo coração devoto desejará estar ali, e podemos descansar na certeza de que qualquer pessoa que deliberadamente negligencie a assembleia encontra-se em uma condição perigosa de morte e frieza de alma. Negligenciar a assembleia de vontade própria é o primeiro passo na ladeira que leva ao total abandono de Cristo e de Seus preciosos interesses (Hb 10:25-27).

A Opinião Pública

A opinião pública é uma das duas coisas que controlam o homem natural. A outra é a sua própria concupiscência. Na sua epístola, Tiago nos fala claramente da concupiscência e do seu resultado logo no primeiro capítulo. "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg 1:13-15).

Jugo Desigual

"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Co 6:14).

"Guarda O Que Tens" Ap 3.11

É possível que os irmãos mais jovens em nossas assembléias tenham um privilégio e uma responsabilidade maiores do que nas épocas passadas. Nunca antes foi tão difícil permanecer na verdade, e será necessário uma grande energia espiritual e graça do Senhor para ser capaz de fazê-lo.

Reunião de Oração

Enquanto consideramos o assunto da reunião de oração, vamos prestar atenção em Atos 2:42: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Creio que trata-se, aqui, da oração coletiva, oração em assembléia. Outro exemplo é encontrado no capítulo 12, versículo 5: "Pedro, pois, era guardado na prisão: mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus". Temos aqui a oração em assembléia. No versículo 12, há uma expressão prática disso. "E, considerando ele (Pedro) nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam". Note que diz que muitos estavam reunidos orando.

A Presença do Senhor na Reunião de Oração

A presença do Senhor é prometida aos dois ou três reunidos ao Seu nome. Que bendita provisão é esta para um dia de ruína! Apenas a um pequeno punhado de pessoas reunidas ao Seu nome é prometida a presença do Senhor em conexão, não somente com a disciplina da assembléia, mas também com a oração da assembléia. Vamos ler Mateus 18 em relação a isto, os bem conhecidos versículo 19 e 20: "Também vos digo que, se dois de vós concordarem na Terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por Meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí, estou Eu no meio deles". Que bendita promessa e que encorajamento para nós enquanto nos congregamos na reunião de oração em assembléia! Que possamos não negligenciar esta reunião. Que possamos, como nossos irmãos dos primeiros dias da história da igreja, continuar perseverando na oração em assembléia.

Com Liberdade Para nos Dirigirmos a Deus

Oração, creio eu, é dirigir-se a Deus com liberdade, como vemos em 1 Timóteo 4:5: "Pela Palavra de Deus e pela oração é santificada" (referindo-se aqui à comida). Que bendito privilégio temos de entrar na presença de Deus e nos dirigirmos a Ele com liberdade. Em que? Confissão! Oh, como isto nos convém tendo em vista nossa condição. Não devemos nos esquecer de como as coisas têm se deteriorado desde o princípio. Devemos nos prostrar sobre nossos rostos no mesmo espírito de Daniel, Esdras e outros e reconhecer diante de Deus a confusão de rosto que nos cabe; reconhecendo o pecado e o fracasso que se introduziu, devemos assumir isto e confessá-lo a Deus. Então podemos agradecer e louvá-Lo pelo que Ele é e pelo que Ele tem feito, e, evidentemente, apresentar-Lhe nossas necessidades. Somos um povo dependente; somos um povo necessitado e devemos expressar isto em nossas orações, principalmente em nossa oração conjunta, em assembléia.

Atitude e Maneira de Falar

Procurando por toda a Palavra de Deus, não encontro que seja exigido qualquer tom de voz, qualquer entonação especial, para tornar a oração aceitável. Não encontro tampouco qualquer vocabulário especial para a oração, exceto aquilo que é devido à reverência. Creio que nos enganamos pensando que deve existir alguma tonalidade de voz especial que precisamos usar quando oramos, e somos assim desviados do pensamento de nos dirigirmos a Deus com liberdade.
        
Quando nos reunimos, geralmente começamos nossas reuniões com um hino. Creio ser isto uma questão de ordem. Eu costumava indagar de onde tal costume poderia ter vindo, até que li o Salmo 100: "Apresentai-vos a Ele com canto... entrai... em Seus átrios com hinos". Creio que é uma forma piedosa de se fazer as coisas. Mas quero dizer aqui que estamos juntos para orar, não para passarmos o tempo cantando ou para uma pregação. Não estamos juntos para ler, mas para orar. Portanto, quando nos reunimos e é dado um hino, deveria ser um hino que estivesse em conformidade com os pensamentos que temos considerado aqui.

Necessidades Específicas

Devemos estar prontos a apresentar assuntos específicos e distintos para o exercício da assembléia, pedindo as orações desta. Isto deve ser feito de forma breve e clara com o pedido específico a ser apresentado ao Senhor. Não deveríamos tomar muito tempo apresentando os assuntos à assembléia para oração já que há pouco tempo para orar. Devemos estar diante do Senhor com aquilo que apresentamos para oração e ser específicos acerca de cada necessidade. Como um exemplo disto, o apóstolo diz: "Orando todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito", e não pará aí, mas segue dizendo "e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança". Portanto é bom sermos específicos naquilo que pedimos.
        
A leitura das Escrituras na reunião de oração tem o propósito específico de nos encorajar em nossas orações, ajudando-nos a ter a mente do Senhor acerca dos pedidos, ajudando-nos a ver o cuidado e amor do Senhor por nós.

A Atitude Física Durante a Oração

Quando fica evidente de que não há mais pedidos nos corações dos irmãos, fiquemos logo de joelhos. Antes de mais nada, consideremos nossa postura física: ficar em pé, ajoelhar, prostrar com o rosto em terra são coisas que acompanham a oração, e são atitudes adequadas. Há ocasiões em que é apropriado e agradável ao Senhor nos prostrarmos, realmente, fisicamente, sobre nossas faces diante dEle, e colocarmos nossos rostos literalmente no pó. Creio que necessitamos de lágrimas genuínas, lágrimas reais provenientes de um coração que sente, juntamente com Deus, as necessidades de Seu amado povo.
        
A maioria de nós acha ser conveniente fechar os olhos enquanto oramos. Porém eu citaria, sem ter o desejo de criticar quem quer que seja, João 17:1: "Jesus falou assim, e, levantando Seus olhos ao céu..." Lembro-me de ter conhecido vários irmãos que seguiam esta prática, e eu desfrutava de suas orações, nunca pensando que estivessem preocupados com qualquer outra coisa além da bem-aventurança que é o Senhor Jesus à direita de Deus, enquanto elevavam a Ele os seus olhos.

O Amém é Nossa Aprovação

A oração em assembléia não é uma oração pessoal, mas coletiva. Isto é algo muito importante. Quando oramos na reunião da assembléia, estamos ali para orar em nome da assembléia. Em conexão a isto, não nos esqueçamos de que nosso "Amém" é nossa aprovação à oração de um irmão. Creio ser este o primeiro pensamento da expressão "se dois de vós concordarem" (Mt 18:19). Não creio que isto queira dizer que dois irmão tenham que mencionar a mesma coisa em oração. Não vejo nada de errado em dois irmãos mencionarem a mesma coisa em oração, mas creio que a expressão "se dois de vós concordarem" se cumpre quando dizemos "Amém" no final da oração. O amém deveria ser audível e unânime. Lemos doze vezes em Deuteronômio 27 que todo o povo deveria dizer "Amém". Irmãos e irmãs juntamente, unidos, dando a aprovação da assembléia à oração pública.

No último verão fiz uma viagem à América do Sul e foi um grande gozo ver que nossos amados irmãos unânimes, de coração e em conjunto, diziam "Amém" no final de uma oração. Que encorajamento traz! Em relação a isto, aquele que ora em nome da assembléia deveria orar em uma voz alta o suficiente para ser ouvida por todos naquela sala. Como posso dizer "Amém" a uma oração que não pude escutar? Orações não ouvidas dão sono e levam à falta de atenção.
        
Quero agora dizer algo sobre as longas pausas entre orações. Elas não são nem necessárias e nem indicam que alguém deve fazer logo uma oração fervorosa ao Senhor. Devemos usar nosso tempo quando estamos juntos para orar, para nos dirigirmos a Deus por toda a assembléia. É verdade que há ocasiões em que uma pausa é proveniente do Senhor, mas com mais frequência trata-se de fraqueza de nossa parte. Talvez não seja preciso acrescentar aqui que pregar aos nossos irmãos, ou recitar doutrina a Deus não convém a alguém que esteja guiando a assembléia em oração. "Deus está nos céus, e tu estás sobre a Terra; pelo que sejam poucas as tuas palavras." (Ec 5:2). Deus Se apraz em nos ouvir falar bem de Seu Filho. Fervente súplica é o que necessitamos, não eloquência.

A Quem nos Dirigimos em Oração?

Normalmente nos dirigimos em oração a Deus Pai, em nome do Senhor Jesus Cristo e no poder do Espírito Santo. Há também ocasiões em que é apropriado dirigir-se ao Senhor Jesus. Ele é a Cabeça da assembléia que é o Seu Corpo e, como tal, nós O buscamos para direção nos assuntos da assembléia. Ele é também o Senhor da seara e, como tal, suplicamos ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a seara e possa prover o suficiente para eles, ajudá-los e encorajá-los. E, além de tudo, Ele é Aquele que viveu aqui para a glória de Deus. Ele é capaz de nos compreender quando suplicamos a Ele acerca das circunstâncias do caminho. Estêvão é um exemplo: "Senhor, não lhes imputes este pecado". E também, "Senhor Jesus, receba o meu espírito" (At 7:59-60).
        
No entanto, não vamos confundir as Pessoas da Divindade. Agradecermos a Deus Pai por haver morrido por nós na cruz é algo desprovido de inteligência. Deus Pai enviou o Filho; o Senhor Jesus veio aqui e morreu por nós. Podemos compreender isto, não? Creio que orando no Espírito será suficiente. E por falar nisto, as Escrituras não permitem qualquer idéia de se orar ao Espírito Santo. Evidentemente, Ele é completa e igualmente Deus com o Pai e o Filho. Porém não encontro nenhum exemplo ou preceito de oração ao Espírito Santo. Oramos no Espírito Santo e guiados pelo Espírito Santo.

A Parte do Homem e da Mulher na Oração

Agora, o que dizer das irmãs? Elas não oram de forma audível. Vamos ler 1 Timóteo 2:8: "Quero pois que os homens orem em todo o lugar". Se você ler cuidadosamente verá que a palavra "homem" está em contraste com a palavra "mulher" no versículo 9, portanto os homens oram de forma audível. No entanto a presença das irmãs é importante; elas são uma parte da assembléia. Vendo que em Atos 1:14 era "com as mulheres" você compreenderá o princípio. O Espírito Santo está presente e Ele recolhe os exercícios da assembléia e os apresenta a Deus através da boca de um que ora em voz alta. Mais de uma vez fui encorajado ao ouvir alguma irmã dizer que aquilo que eu havia expressado em oração audível era exatamente o que ela tinha em seu coração.
        
Oh, amados irmãos, busquemos juntamente fazer de nossas reuniões de oração a parte vital da vida da assembléia, como convém que sejam. "Perseverai em oração, velando nela." (Cl 4:2).


R. K. Gorgas

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Coragem para Permanecer Firme nos Dias que Ainda Restam

Vivemos um dia de coisas pequenas e não devemos ficar desencorajados se encontramos pessoas demonstrando pouco interesse pela verdade, ou até mesmo opondo-se a ela. Estamos já no fim de uma dispensação destroçada e arruinada, sobre a qual o juízo de Deus está prestes cair, e não devemos esperar ver resultados como eram vistos no princípio, quando um Espírito não entristecido estava operando em grande poder.
Acho que encontraremos muita instrução em Esdras, Neemias, Ageu e Malaquias para o dia em que vivemos, que é de um certo modo análogo ao tempo referido naqueles livros. As dez tribos haviam sido levadas cativas por Salmanasar, e perderam-se. Judá esteve cativo na Babilônia, onde ficou 70 anos em cativeiro. Um remanescente de Judá voltou nos dias de Esdras e Neemias, e o templo e os muros da cidade foram reconstruídos. Esse retorno, e a construção do templo e dos muros da cidade eram por pura graça proveniente do Senhor.
Mas vemos da parte do povo, assim tão favorecido, uma constante tendência ao declínio. Eles não seguiram adiante com a obra como deveriam. Sucumbiram à influência do inimigo e a obra cessou. Ageu os acusa por estarem vivendo em casas estucadas, enquanto a casa de Deus ficava em ruínas, e foi necessário que fossem chacoalhados para que tomassem ânimo para seguir com a obra. Então, em Malaquias, pouco mais de cem anos depois, vemos um declínio dos mais horríveis - uma multidão professa, mas sem conteúdo, no meio da qual podiam ser encontrado uns poucos fracos que temiam ao Senhor e que falavam uns aos outros. Foi só aquele pequeno remanescente que recebeu a aprovação do Senhor, sendo assegurados de que pertenceriam a Ele quando viesse para ajuntar Suas jóias.
Cerca de 400 anos mais tarde ainda encontramos esse fraco remanescente em pessoas como Zacarias e Isabel, Maria, os idosos Simeão e Ana, e os pastores dos campos de Belém. Mas, oh! Quão poucos e quão fracos! E é mais ou menos assim agora, à medida que nos aproximamos do fim - uma grande multidão professa, mas quase nada de conteúdo. Mas são os do remanescente que o Senhor reconhece, e dos quais pode dizer: "guardaste a Minha palavra, e não negaste o Meu nome" (Ap 3:8). São estes também que conservaram suas vestes, e que andarão de branco com Ele. Todavia são poucos - não são muitos. Portanto, em um dia assim, o que somos chamados a fazer é "guarda o que tens": "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa." (Ap 3:11).
O esforço será breve, pois Ele está perto, mas trata-se um esforço real e necessitamos de coragem para permanecer, ainda que fiquemos sós. Houve uma época em que homem algum permaneceu com Paulo. Mas o Senhor permaneceu com ele, e o testemunho foi dado, e ele foi liberto da boca do leão. (2 Tm 1:15; 4:10-17). Quão bendito é podermos contar com Ele, ainda que todos nos abandonem!

A. H. Rule

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

O Advogado

O Advogado faz duas coisas: Suplica ao Pai por nós e aplica em nós a Palavra. Se pecamos, faz valer a súplica, assumindo, diante do Pai, a nossa causa contra o acusador. Pela aplicação da Palavra, revela nosso estado quanto à sua prática, contrastando-o com nossa posição, a qual é sempre mantida sem pecado pelo justo Advogado, O mesmo que já fez a propiciação.
O fracasso em nossa condição provém do fato de possuirmos duas naturezas habitando em nós. "Eu mesmo com o entendimento sirvo à lei de Deus, mas com a carne à lei do pecado." (Rm 7:25). E, embora pela fé, e em espírito, não estejamos mais na carne, ainda assim ela continua em nós (apesar de, pela fé, a considerarmos morta), e daí vem o fracasso. Não há desculpa, mas o fato é que falhamos. Nossa posição como filhos sempre permanece a mesma, ainda quando pecamos, e devemos isso ao justo Advogado que fez propiciação.
"Se alguém pecar, temos um Advogado." (1 Jo 2:1). Mas temos falhado em nossa condição - encontramo-nos manchados. Nossos corpos estão lavados com água pura, isto é verdade (Hb 10:22); já recebemos o lavar da regeneração (Tt 3:5); somos nascidos de novo (Jo 3:3); e é por isso que não precisamos ser lavados novamente. João 13:10 diz que "aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora vós estais limpos, mas não todos".
Mas pecamos; sujamos nossos pés, por assim dizer, passando por este mundo que nos contamina pelo pecado. Não podemos ficar assim na presença do Pai. O que é que faz o Advogado, então? Ele aplica a Palavra em nós, lava nossos pés, e nos leva à confissão e ao juízo próprio. A recordação de nosso Advogado, que fez a propiciação, nos leva de joelhos de volta a nosso Pai, O qual nos perdoa e nos limpa de todas as nossas injustiças. Somos limpos em conformidade com o que Cristo é, como o Justo na presença do Pai. É este o lavar pela água da Palavra, não pelo sangue que nunca é repetido. Trata-se da aplicação da morte de Cristo, por meio da Palavra, na corrupção moral que provém da raiz de pecado. Assim a bendita obra do Advogado, por um lado para rogar pelos filhos diante o Pai no caso de pecarem, e, por outro, para lavar seus pés com a Palavra e tornar sua condição e seu andar condizentes com a posição que têm diante dEle.
Quão felizes somos por estarmos associados ao bendito Advogado - que por um lado suplica por nossos irmãos caso pequem, e por outro leva-lhes a Sua Palavra, lavando seus pés. Que o Senhor permita que os santos enxerguem o bendito privilégio que têm, de se valer do amor para cobrir pecados (Pv 10:12). Possam eles suplicar por seus irmãos, se pecarem, e agir em fidelidade a eles, levando-lhes a Palavra e lavando seus pés a fim de que possam ser lavados das contaminações. Vencerão assim o acusador por meio do sangue do Cordeiro, se for o caso de seus irmãos pecarem, e resistir-lhe-ão com desenvoltura, usando a Palavra de Seu testemunho, assim como fez o bendito Senhor.
O Senhor respondeu ao diabo, quando este O tentava procurando fazê-Lo pecar, usando sempre: "Está escrito". Assim devemos fazer. E, se pecarmos, podemos, graças a Deus, sempre dar-lhe a resposta pelo sangue do Cordeiro, que é o bálsamo para toda ferida. O sangue do Cordeiro, e a Palavra, a espada do Espírito, são nossos instrumentos contra o diabo enquanto estamos aqui, e enquanto o Advogado defende nossa causa diante do Pai lá no céu. Somos assim sempre preservados, e somos vencedores, "mais do que vencedores, por Aquele que nos amou" (Rm 8:37).


A. P. Cecil

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Jovens na Epistola de Joao

Em 1 João 2:13 aprendemos que os jovens são caracterizados como tendo vencido o maligno. Na segunda vez em que o apóstolo se dirige aos jovens, ele menciona o segredo de sua força e os alerta acerca do mundo (1 Jo 2:14-15). Amar o mundo e amar o Pai são duas coisas incompatíveis. Todos os elementos que fazem o mundo ser como ele é têm sua origem no próprio mundo, e não no Pai. Por isso o mundo e sua concupiscência passa, enquanto que aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
Vamos examinar estes diferentes pontos:

Jovens No Livro De Atos

Ensinando-nos Por Seu Exemplo

O livro de Atos dos Apóstolos nos ensina mais por exemplo do que por mandamento. Ele não apresenta tantos mandamentos para obedecer, como apresenta padrões para serem seguidos. Uma coisa é sermos corretos na doutrina; outra, bem diferente, é sermos corretos em nosso andar, embora ambas as coisas nunca deveriam estar separadas.

Postagens populares